Superflat

Superflat é um movimento artístico pós-modernista e foi criado por Takashi Murakami. Seu universo está intimamente ligado ao dos animês e mangás japoneses.


O Superflat faz crítica à estética infantilizada (e superficial) da cultura de massa do Japão pós-guerra. O ataque das bombas atômicas e a "invasão" estadunidense contribuíram para o surgimento de uma mentalidade coletiva infantilizada no país.
Outro aspecto que contribui para esta mentalidade é explicado por Ruth Benedict, no seu livro O crisântemo e a espada: "O arco da vida japonês é projetado diferente ao dos Estados Unidos. É uma grande curva em U pouco acentuada, com a máxima liberdade e indulgência concedidas aos bebês e aos velhos. As restrições são lentamente aumentadas após a primeira infância, até que a satisfação da própria vontade atinge uma baixa logo antes e depois do casamento. Nesta linha prossegue pro muitos anos, durante o vigor da mocidade, ascendendo gradualmente o arco de novo até que, após os sessenta, homens e mulheres acham-se tão desimpedidos pela vergonha quanto as criancinhas. Nos Estados Unidos viramos de cabeça para baixo essa curva. As disciplinas severas são passadas para as crianças e aos poucos relaxadas, à medida que esta cresce em força, até passar a dirigir a própria vida e arranjar um emprego que lhe garanta a subsistência e constituir lar próprio. O vigor da mocidade para nós coincide com o ponto alto de liberdade e iniciativa. As restrições começam a aparecer quando os homens perdem o domínio, a energia, ou se tornam dependentes. É difícil para os americanos sequer imaginar uma vida de acordo com o padrão japonês. Parece-nos fugir em face da realidade".


O Superflat não surge como uma arte de protesto, mas de crítica à posição de vítima. Seu objetivo não é entrar em atrito com o público, é para agradá-lo e vender. Por isso, esteticamente, segue os mesmos princípios de infantilização da cultura pop. Os artistas Superflat inspiram-se na própria cultura de massa que eles fazem parte, mas com um viés crítico e destrutivo.


Em 2003, Takashi Murakami fez uma parceria com a grife Louis Vuitton e criou o filme "Superflat Monogram".



Em 2009, para comemorar os 6 anos de parceria com a Louis Vuitton, Murakami criou o filme "Superflat First Love".



Murakami também fez parcerias com Kanye West, criando a arte do álbum Graduation e dirigindo o vídeo da música Good Morning (clique aqui para ver no YouTube).


Na animação, autores como Satoshi Kon (do filme Paprika) e Hideaki Anno (de Neon Genesis Evangelion) declaram em suas obras os princípios do Superflat. Mas, isso já é assunto para posts futuros.


Mais informações sobre o Superflat e Takashi Murakami podem ser encontradas no site da sua empresa, a Kaikai Kiki.

Criar para rádio é o máximo

Descobri que criar para rádio é o máximo só na 6ª fase. Até então, criar spots era algo chato e que, geralmente, era uma adaptação do roteiro de TV da campanha. O preconceito com o rádio reinava meu ser. Além disso, produzir um spot ou jingle me parecia ser um bicho de sete (mil) cabeças. O vídeo abaixo é o primeiro job da aula de Produção Eletrônica em Rádio I, da professora Luciana Manfroi.

Briefing:
A cola instantânea Superbonder está enfrentando a entrada de uma cola concorrente no mercado: a Tribonder. Ficou provado em testes de resistência que a Superbonder mantém por mais tempo a superfície colada. Ou seja: a da concorrente não dura tanto tempo. O cliente pensou em fazer uma análise comparativa das duas, mas acabou mudando de estratégia. Decidiu não citar e nem mencionar que existe uma concorrente, pois esta não está anunciando e não aparece na mídia. A estratégia então é posicionar a Superbonder como única, original, a que cola de verdade. Quando o consumidor chegar para comprar cola instantânea, verá a nossa marca e a da concorrente, e ele tem que ter bem em mente que a nossa é a que cola. O resto não é confiável.



Ficha Técnica
Cliente: Superbonder
Peças: Teaser 5'' e Spot 30''
Equipe: Leonardo Zardo, Mariana Madeira, Mayara Santos e Rejane Marques
Vozes: Rachel Martins (Vera Lúcia) e Leonardo Zardo (narração e Aurélio)
Operador de áudio: Gabriel

Carta ao sr. piegas

Ilmo. Piegas,

Como vai, Pipi? Posso chamar assim? Você sabe que quando eu o conheci senti uma energia muito boa vinda de você. Eu sei que você é uma pessoa muito sensitiva, eu entendo pois também sou assim. Aquele seu pressentimento de que algo ruim estava para acontecer me angustiou. E você estava certo. Tudo parecia dar errado. Se não fosse o apoio das pessoas que gostam de mim, não estaria aqui agora. Não mais. É nessas horas que percebemos quem são os amigos de verdade. Eu acho que amigo é aquele que está nos momentos bons e ruins. Agora as coisas melhoraram. Colando os pedaços que restaram do meu coração, estarei pronto para os próximos obstáculos. O que não me mata, me fortalece. Eu sou uma fênix. E é a vida que segue. E você pode contar comigo sempre, ok?

Passar bem.

Do singular

Nesse post, o Leonardo resolveu fazer algo diferente. O Leonardo vai falar do Leonardo. Ele (o Leonardo) é uma pessoa determinada, que sempre busca o que quer. O Leonardo sabe que todo mundo é assim. Ele também gosta de seus amigos, de twittar, de criar layouts. O Leonardo gosta de escrever, ler e desenhar um pouco. Na realidade, ele só rabisca. Mas, tem uma coisa que o ele não gosta de jeito nenhum. O Leonardo não gosta de pessoas que só falam de si na 3ª pessoa do singular.